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A NAIMACULADA , que pensa e circula a cidade, trouxe para o ano de 2026 a briga contra a materialidade, quando se encontrou em uma situação adversa, na qual a própria cidade parecia se voltar contra aqueles que a interpretam e a transformam em música. Ainda assim, a cidade não é a culpada.
5 de fevereiro de 2026
Matheus Cerullo (@matheus_cerullo_rock_)
Matheus Cerullo (@matheus_cerullo_rock_) - Responsável pelas fotos sem crédito indicado.
O ano de 2025 foi um marco para a NAIMACULADA, onde a banda firmou o pé no chão e acendeu o forno que move seus pistões e maquinarias musicais pela cidade de São Paulo. O show realizado no dia 20 de dezembro de 2025 ao céu aberto no Beco do Nego vem na esteira de diversos marcos relevantes para a banda. A apresentação não mostra apenas sua força, como também grita a plenos pulmões sobre a cena musical em que está inserida - e agora expandindo para além das delimitações e fronteiras da cena efervescente da zona oeste da metrópole.
A primeira experiência da banda fora de São Paulo rolou em maio de 2025, com uma apresentação em Brasília. O álbum de estréia deles, A Cor Mais Próxima do Cinza, veio em 22 de setembro e foi seguido de alguns eventos marcantes. No total, a banda tocou em 11 cidades, com 18 shows realizados, passando pela Porta Maldita, Centro da Terra, Escritório no Rio de Janeiro e o Festival Feira Noise na Bahia. Esses dois últimos shows fizeram parte da primeira grande turnê do grupo, batizada de Acromatopsia, onde se presentaram em seis cidades do nordeste. Antes de deixarem SP, ainda abriram um show para o Capital Inicial no Espaço Unimed.
Com tantos palcos, quilômetros e shows, o que fez Pietro Benedan (bateria), Ricardo Paes (vocal), Samuel Xavier (guitarra) e Luiz Viegas (baixo) se apresentarem nas ruas da Vila Madalena no dia 20 de dezembro? Tudo começa alguns meses antes, quando uma data de show na Praça Roosevelt é anunciada.

NAIMCULADA em Brasília. Foto por: Beni Mizahi.
Com um show marcado na Roosevelt para o dia 19 de outubro, a NAIMACULADA iria se apresentar durante o evento da Feira Esquerda Livre, coletivo que se concentra em organizar atividades culturais onde artistas possam interagir ou vender suas produções, com diversos eventos ligados à música, sempre buscando ocupar os diferentes espaços da cidade. Fábio Buonavita, voluntário do coletivo, contou em entrevista via ligação telefônica, que o grupo surge como uma comunidade no Facebook para venda de arte e afins durante o período pandêmico. Desde então tem se organizado pela cidade e com vínculos diferentes às suas origens online.
Para realizar o show, a banda de rock precisaria de uma infraestrutura mínima para a performance, garantida através da SPTuris (São Paulo Turismo), que organiza eventos na cidade e apoia políticas públicas. A verba foi cedida pela organização pelo vereador Jair Tatto, filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT). Contudo, os equipamentos, palco, caixas de som e afins acabaram não sendo utilizados em decorrência da previsão de fortes chuvas para o dia do evento. Como Fábio explicou, um meticuloso acompanhamento das informações meteorológicas é feito quando organizam feiras ao ar livre e a ameaça de chuvas inviabilizaria o evento de ocorrer da melhor forma possível, levando ao cancelamento do show.
Logo as partes acordaram em realizar o show no dia 13 de dezembro. A banda estaria voltando de sua turnê e finalizando-a com um show público em sua casa, era o ideal. Este, mais uma vez foi cancelado, dessa vez não pelas chuvas, mas sim pela influência do CONSEG (Conselho Comunitário de Segurança Pública), após votação onde o veto do show com aquele tipo de infraestrutura foi decidido. Então, com o apoio da subprefeitura, o conselho com alguns dos residentes da Roosevelt conseguiram solicitar para fazer shows apenas com violão amplificado ou algo menos barulhento, como uma roda de samba - estilo musical que também pode e deve ser tão alto quanto qualquer rock. De forma menos ambiciosa, a feira ocorreu sem a NAIMACULADA.
Fábio ainda destaca que essas conversas não ocorrem por intimações oficiais ou documentação que possa ser taxativa. Em seu comunicado nas redes sociais, a banda mencionou o cancelamento do show embasado no terceiro e nono artigo da Lei Nº 13.399 de 2002, que reforça o poder de decisão tomado pelo CONSEG e aplicado pela subprefeitura.
No final, a banda enfim se apresentou ao lado da Feira Esquerda Livre no aniversário de 472 anos da cidade de São Paulo na Praça Cívica Ulysses Guimarães no dia 25 de janeiro de 2026. Novamente, a chuva se fez presente, além de algumas dificuldades técnicas, mas todas as bandas se apresentaram. Apesar do sucesso do evento, no começo de janeiro as contas do Meta da Feira Esquerda Livre sofreram um ataque hacker e bloqueadas. Tal ocorrência foi atribuída como um claro ataque da extrema direita à organização, segundo Fábio. Diferentemente das ocorrências anteriores experienciadas pelo grupo, este é um dos momentos mais críticos pois afeta diretamente a divulgação do trabalho deles, construído durante anos nas plataformas digitais. É possível acessar a conta reserva da Feira Esquerda Livre clicando aqui.
Sobre as ocorrências que levaram ao cancelamento do show do dia 13 de dezembro, Pietro comenta, reforçando o contexto caótico vivido na cidade por conta das forte chuvas do verão:
“Eu não diria que a NAIMACULADA se sentiu censurada, mas lesada é uma boa palavra. Porque, porra cara. Duzentas mil pessoas sem luz e a prefeitura de São Paulo preocupada em cancelar show de banda independente, cara, é cômico. Fala a verdade. Porra, assim, eu sinto que a prefeitura de São Paulo rema contra, ela não só não olha para nova MPB, ela é contra a música nova brasileira, entendeu?”
A GESTÃO DE RICARDO NUNES GASTOU R$ 9,05 MILHÕES PARA SHOWS DE REVEILLON.
“Eles preferem pagar cachês astronômicos para artistas de gospel, de sertanejo, de forró e eles simplesmente não olham para música nova, cara, para o futuro da música brasileira. Saca?”
DESSE MONTANTE, R$ 3,270 MILHÕES FORAM GASTOS EM CACHÊS DE MÚSICOS E ARTISTAS.
“Eles poderiam pegar 10%, e olha que já é muita grana desses cachês gigantescos. Eles poderiam pegar uma pequena parcela desse valor e fazer eventos públicos, eventos em praças, com bandas em ascensão da cidade de São Paulo, mas não cara, todo mundo ali muito mente fechada, tá ligado?”
Mais informações sobre o show da virada podem ser acessadas consultando o Diário Oficial ou na matéria do G1.
Pietro durante show no Beco do Nego.
“São Paulo é um lugar que não é sobre talento. Não é sobre o quanto eu canto, quanto eu escrevo, quanto eu performo. É sobre o quanto de contato eu tenho. Quem você conhece? Quem eu conheço? Não é sobre arte em si. Tipo assim, e a gente sabe disso quando a gente olha, a gente anda por aí. Tá ligado?”
- Ricardo Paes
Outro sintoma mais fácil e direto de ser identificado é o da institucionalização da violência policial em nosso país, principalmente contra pessoas negras. Esta uma herança direta das práticas da Ditadura Militar e postumamente de grupos especiais que integram a Polícia Militar, como é o caso das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (ROTA), holofote das investigações de Caco Barcellos sobre o assassinato brutal de inocentes em seu livro de ampla repercussão, o Rota 66.
O antigo Beco do Aprendiz virou Beco do Nego em homenagem ao artista local Wellington Copido Benfati, conhecido como “NegoVila Madalena”. Ele foi assassinado pela arma de fogo de um policial à paisana após tentar separar uma briga. Segundo testemunhas, a ação do assassino foi direta e cruel, sem chances de autodefesa, Nego Vila estava caído e indefeso no chão quando o disparo foi efetuado. Wellington era uma figura local conhecida, um dos vários talentos escondidos em nossa cidade, que encontram refúgio artístico na região conhecida como Beco do Batman, ambiente que na época de sua morte em novembro de 2020 se vestiu de tinta preta adornada por frases enlutadas escritas em branco.
Quando a NAIMACULADA se apresentou no beco, diversas pinturas excepcionais e coloridas adornavam o beco, provavelmente como Nego preferiria. A música não chegou ali como um manifesto quinhentos anos atrasada, ela chegou como potência de artistas unidos em prol de realizar o que lhes é de direito, o simples fato de fazerem o que querem em sua cidade, mesmo que São Paulo não os receba como deveria.
Gerador utilizado para amplificar os instrumentos dos artistas.
Ricardo Paes comentou o seguinte sobre o show da banda:
“O meu trabalho é para estar na rua. E é por isso que na sacada da Deck eu virei para o Pietro e falei: Essa porra vai acontecer e foda-se, senão também não faço mais show ano que vem. Se o bagulho não pode estar na rua, e a polícia está censurando, se nós pode colocar esse bagulho e botar para foder em cima de todos eles, tá ligado?”
O vocalista da banda, quando o show apenas iniciava.
“Um monte de gente acabou ajudando. Então mano, eu agradeço a todas as pessoas que colaram, tá ligado? Porque o bagulho foi emocionante, é muito foda colocar o trampo na rua, tá ligado? E ter gente junto, ter gente sacando que o único jeito de fazer o movimento é assim mesmo. De causar. É pegar e fazer.”
E o evento não se constituiu somente de pessoas responsáveis por organizar a infraestrutura, que contava até com água para ser distribuída (já melhor do que shows de estádio), mas também com a participação de alguns músicos da cena independente. Um deles, o multi-instrumentista e especialista em sintetizadores, Lukas Pessoa do power trio Monstro Amigo - formado em 2013 - acompanhou a banda nas teclas. Além de seu talento, sua presença na banda ajuda a preencher o espaço deixado pela ausência do saxofonista da NAIMACULADA, Gabriel Gadelha, que está fazendo intercâmbio. O passado e o presente da música não se conectam apenas pelos ambientes, as pessoas que os frequentam são parte integral da construção de seu futuro.
Para entender melhor sobre o intercâmbio do músico, basta clicar aqui.
O estilo único de mago de Lukas, que controla atmosferas com seus teclados.
Além dele, fotógrafos próximos da banda estavam lá para registrar o show, caso de Nicolas Moura, Nunu Franco e Tuty.
Nicolas prepara sua handycam antes do show iniciar. Em suas camiseta da turnê é possível ver a data nunca feita na Praça Roosevelt.
Na foto é possível observar a mão de João Gordo gravando a banda com seu celular. Rafa Penna da Applegate também faz seu registro. Ao fundo, Nunu grava o show com a sua Handycam.
Outra participação marcante do show foi a de Duda Freitas, encarregada de tocar o catatau de quase 12 minutos, Luz/ Sé da banda. Uma das músicas mais épicas, que carrega os ouvintes pelos altos e baixos bipolares de se viver uma metrópole como São Paulo. A voz de Ricardo te carrega por momentos de melancolia sem rumo da letra escrita por ele e Luiz Viegas e as guitarras ficaram responsáveis pelas explosões catárticas, seguidas do baixo de Luiz e a bateria de Pietro. Duda, um dos nomes mais recentes da cena, mostra grande intimidade e intuição com a guitarra, tocada com maestria e sem dever nada para a faixa registrada no álbum, mostrando a força das novas pessoas que constituem o presente da cena.
As notas flutuam…
… e impactam com deleite quando Samuel e Duda se unem.
A presença de Nabru é fruto de uma parceria estabelecida com a banda. A cantora fez a música “Xangri-Lá” após participar de um ensaio da banda. A faixa ainda não está gravada, mas logo mais será lançada, enquanto isso a música vive entre uma performance e outra. Ela comenta sua relação com a banda da seguinte maneira: “Minha trajetória na música se cruza com São Paulo e algumas pessoas específicas. Na minha carreira eu tenho vários momentos onde eu paro para pensar a cidade, então acho que eu tenho isso em comum com o processo da NAIMACULADA . É esse pensar a cidade, as vezes distintas, mas que se cruzam pelas viagens do tempo e do espaço.”
Nabru performa “Xangri-Lá.”
O show ainda contou com a participação de Thalin, mais um músico que colabora com vocais, na também inédita, O Pecado tem Medo.
Em tempos onde o fascismo está em ascensão no mundo e a nossa extrema direita continua suas investidas de fé cega em direção a notícias falsas e líderes decrépitos, precisamos prestar atenção no que o poder não diz. O que as estruturas de poder estabelecidas dizem com seus silêncios, omissões e principalmente o ataque à cultura? O que ocorreu com a NAIMACULADA e nossa realidade no Brasil não está perto das atuais investidas do patrulhamento da ICE (nos Estados Unidos e o desmantelamento das principais crenças norte americanas promovidas pelo mandato do presidente-ditador Donald Trump, porém o mundo no geral não está longe de uma guinada sombria.
O neoliberalismo junto do produtificação dos mais diversos aspectos da nossa vida é regado por ideias nostálgicas de como os tempos idos eram melhores, característica presente em filmes que apelam para décadas específicas e suas características marcantes, destituídas de seu verdadeiro significado simbólico e transformado apenas em estética vendável. Tornando o passado e fósseis ultrapassados como o laranjão da Casa Branca difíceis de serem superados. Além disso, no âmbito cultural o mercado nos afeta sem dar espaço ao presente. Essa não é uma ideia nova.
Basta lembrar o que Belchior elucubrou em e depois foi cantado a plenos pulmões pela Elis Regina em 1976, momento da ditadura militar. Se perguntavam a razão pela qual os piores hábitos do século XX e de tantos outros são difíceis de morrer:
Nossos ídolos ainda são os mesmos
E as aparências
Não enganam não
Você diz que depois deles
Não apareceu mais ninguém
Você pode até dizer
Que eu 'tô por fora
Ou então que eu 'tô inventando
Mas é você que ama o passado
E que não vê
É você que ama o passado
E que não vê
Que o novo sempre vem
- Como Nossos Pais - Belchior
O novo sempre vem e ele anda ao nosso lado todos os dias.
E esse sentimento de paralisia cultural pensado por Belchior, certamente garantido pelo “Vil metal” usado para adular sempre os mesmos artistas, não é um acaso. Cauã Aguiar, provavelmente sem ter a letra do poeta em sua cabeça, foi movido pelo mesmo sentimento de aparente revolta quando escreveu o manifesto “A Arte É Culpada”. Ele comenta:
“Uma das coisas que eu mais ouvi na vida, que você sempre escuta, é que a música nunca vai ser como a música de antigamente, que hoje em dia não se fazem mais coisas boas e que é sempre uma relação saudosista que as pessoas têm, tanto com a música, quanto com as coisas de suas infâncias e respectivas épocas. Esse texto surge daí. De me sentir cansado do fato de ser desacreditado completamente e sei que não sou o único que me senti dessa forma a vida inteira. E quando eu coloco que a arte é culpada, é quase como se eu estivesse falando sobre a forma como fui salvo. Como a arte me deu uma outra família e salvou minha vida. E a arte é culpada pelos caminhos que a minha vida foi tomando e a forma que a gente enxerga o conceito de tribo na cena, a tribo que poderíamos ser.
Cauã apresenta seu texto para a cena...
“O texto surge de uma conversa minha com o Ricardo falando sobre manifesto. Eu me senti no egoísmo de dizer que eu achei ser a melhor pessoa para isso. Nesse momento esse manifesto não era música, tanto que não foi versificado, é uma prosa.”
“Conheci eles, se eu não me engano, no segundo show deles, foi no Picles e eu estava lá por pura coincidência. Nesse momento em que eu vi o show deles pela primeira vez, a minha vida já mudou ali. Nenhuma das composições do álbum existiam, eram algumas coisas diferentes que estavam sendo retratadas ali. Mas, alguma coisa brilhou nos meus olhos e tem uma música que eu aguardo o lançamento, mano, há milhões de anos, chamada “Hortelã”. E eu chorei, foi uma das coisas mais bonitas que eu ouvi. Ali olhei e falei, isso é o futuro, tá ligado?”
...enquanto Moura e Tuty o registram.
Desse momento em diante, a banda afetou o escritor e vice-versa. Cauã, acredita que o essencial é lembrar que qualquer trabalho artístico não deve ser feito sozinho, você precisa de apoio, ter contato com sua tribo. E a forma orgânica que ele construiu a música apenas recitando seu manifesto junto da banda no teatro municipal de Osasco prova isso, assim como o show feito no beco do nego. Abaixo está o manifesto disponibilizado por Cauã.
A arte é culpada.
A arte é culpada pela saudade de um tempo que nunca construímos,
A arte é culpada pelos líderes mortos e aqueles que colocamos em ascensão, mas nós resolvemos não seguir ninguém, foda-se o insta. Fodam-se todos os mandamentos, cairão todos por terra a cada letra pronunciada em cada casa de show, em cada esquina que cruzarmos.
E eles tentarão nos parar a todo custo, mas a cada tiro de ataque nós teremos um batuque de resposta, a cada tiro de ataque nós teremos uma melodia de resposta, a cada tiro de ataque nós teremos uma geração de resposta.
A música é culpada pela salvação, a música é culpada pela identidade, ou tem alguém aqui que veio pra ser o que já foram? Queremos o novo, queremos o agora, que os laços com o passado se rompam para que o novo possa se perpetuar por cada centímetro desse país. Seremos mais que nomes em um livro de história daqueles que diziam que essa geração está perdida, eles que jamais fizeram questão de nos encontrar. Nós nos encontramos, nós nos reunimos.
Talvez eu tenha um sonho. Talvez eu não tenha nada pois também tentaram decidir isso por mim. Mas eu ouvi bem mais que um salmo nesse underground, bem mais que um culto, bem mais que um Deus, eu ouvi um ideal, eu ouvi os ruídos abafados de um sonho. Que bailemos em cacos de vidro se for em prol de um futuro nosso, cairemos diversas vezes no chão pra saber que o gosto do céu não é o suficiente. Não tem água que mate nossa sede. Não tem muro que possa impedir nosso progresso.
Já fomos crianças construindo castelos de areia, hoje andamos pelas ruínas que fizeram de nós, essa é nossa grande herança? Esse é o preço do sonhar? Se for saiba que eles não tem bala o suficiente pra dar de troco.
A arte é culpada pelo sonhar
A arte é culpada por ainda sermos jovens
A arte é culpada pela cruz que carregamos
A arte é culpada pela nossa luta
E a música é culpada por nós,
Deixe que queime
Deixe que vá
Porque pra nós isso tudo é muito pouco.
As imagens em preto e branco, como as memórias deste ido dia, mostram o que a coletividade é responsável por criar.
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